05 agosto 2014

Filhos do Éden, Anjos da Morte

Depois de quase um mês, um longo mês, terminei Anjos da Morte. Foi necessário muita força de vontade e coragem. Quase abandonei. Uma narrativa pouco envolvente e as vezes cansativa.

Anjos da Morte, Eduardo Spohr

Desde eras longínquas, os malakins, anjos virtuosos e sábios, observam e estudam o progresso do homem. Mas eis que chega o século XX, e com ele a acelerada degradação do planeta. Os novos meios de transporte, os barcos a vapor e as estradas de ferro levaram a civilização aos cantos mais distantes do globo, afastando os mortais da natureza divina, alargando as fronteiras entre o nosso mundo e as sete camadas do céu. ... (+)

Resenha

Não podemos negar que Eduardo Spohr fez o dever de casa. O livro conta as aventuras de Denyel durante a Segunda Guerra Mundial com muita ação. Então, se você gosta de História do século XX achará o livro muito produtivo. Além do mais, a presença de personagens bem escritos como Tom Craig e Sophia também contribuiu para a obra positivamente.

O principal problema que encontrei foi que, em muitos momentos a narrativa se tornou pesada. Com muitos detalhes, e acontecimentos desnecessários, parecendo não levar à lugar algum. Além disso, fatos que deveriam receber um foco maior foram deixados de lado. Exemplo: A missão de Kaira.

Com o foco na história do Anjo da Morte e suas empreitadas, a história de Kaira foi esquecida. Aparecendo pouquíssimas vezes, em capítulos curtos, e pouco detalhados. Algo que deveria ter tido uma importância maior devido ao desfecho do primeiro livro, que por sinal, achei muito bom. Isso foi algo que me incomodou muito já que se se o foco do livro é para ser Denyel, talvez fosse melhor deixar Kaira para um terceiro livro, ou até tornar Anjos da Morte um livro separado, e paralelo a série.

Sobre o próximo livro, Paraíso Perdido, não sei se lerei. Não me empolguei muito com essa história de Asgard. Talvez eu leia só pra não parar no meio série, mas não estou com curiosa a respeito. Mas se eu decidir ler, contarei aqui, mesmo porque ele ainda precisa ler lançado.

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© Katharine Padilha
Maira Gall